domingo, 20 de maio de 2012

JOGOS DE COMUNICAÇÃO VERBAL E NÃO VERBAL

Alguns Jogos de Comunicação:

- O meu corpo
- Ritmo da palavra
- Postal ilustrado

Jogo: O meu corpo


Objectivos específicos:
- Explorar o corpo como meio de comunicação;
- Explorar diferentes reacções sensório/motoras;
- Desenvolver o sentido de grupo.

Estratégias:
- Os alunos simulam corporalmente:
     – frio;
     – calor;
     – zanga;
     – indiferença;
     – alegria;
     – surpresa;
     – admiração;
     – mimo;
     – etc.;
- Mimam situações do quotidiano associando-lhes ruídos:
     – uma paragem de autocarro- deverá haver alunos fazendo de banco, de telheiro, de autocarro, de árvore com vento, de pessoas, caracterizando sensações vividas no exercício anterior;
     – um jardim zoológico;
     – uma feira;
     – uma procissão;
     – etc.


Ritmo da palavra


Objectivos específicos:
- Viver o ritmo da palavra;
- Associar personagens à expressão oral;
- Exprimir por gestos sentimentos e ideias;
- Dramatizar uma lengalenga.
Estratégia:
- Lengalenga: “Mia o gato…”
1)
Mia o gato, ladra o cão,
uiva o lobo no Marão.
Pia o mocho, grasna o pato, quincha o pobre do macaco.
(Refrão)
O homem fala, fala
e às vezes não diz nada.
Mas quando o homem canta
até seu mal espanta.
2)
Ruge forte o leão.
- O ribombo do trovão.
À tardinha coaxa a rã,
trila o melro p’la manhã.
(Refrão)
O homem…
3)
Palra, palra o papagaio,
e o cuco traz o Maio.
Assobia a cobra feia,
zumbe a abelha na colmeia.
(Refrão)
O homem…
- Imitam livremente vozes de animais;
- Memorizam a lengalenga;
- Dramatizam utilizando movimento e sons apropriados.

Postal ilustrado


Objectivos específicos:
- Inventar ambientes sonoros partindo de estímulos visuais;
- Criar diálogos;
- Dramatizar cenas.
Estratégias:
- Divisão da turma em pequenos grupos;
- Entrega de um postal ilustrado a cada grupo, caracterizando: uma paisagem (neve, praia, cidade, etc.), meios de transporte, cenas do quotidiano;
- Os alunos criarão situações daí decorrentes.


FONTE: http://nelinhajardim.wordpress.com/jogos-de-comunicacao-verbal-e-nao-verbal/

ATIVIDADE DE COMUNICAÇÃO ORAL




NOMES E SOBRENOMES: CONVERSA DE APRESENTAÇÃO

OBJETIVOS:*Reconhecer diferenças entre nome e sobrenome.
*Conhecer o nome do professor e os nomes dos colegas.
*Participar de uma conversa ouvindo os colegas, aguardando sua vez de falar.

PLANEJAMENTO
*Quando realizar? No primeiro dia de aula.
*Como organizar o grupo? Alunos dispostos em um círculo (acomodados nas próprias cadeiras ou no chão) de modo que possam ver uns aos outros. Caso não seja possível, eles poderão permanecer nas suas carteiras e se levantar na hora da apresentação para que o restante do grupo possa ver quem está falando. Caso avalie que a atividade se estenderá por muito tempo, realize-a em dois dias.
*Duração: cerca de 45 minutos ou mais – conforme o número de alunos.

ENCAMINHAMENTO
*Antes de iniciar a atividade, explique para o grupo o que irá acontecer. Inicie você a apresentação, falando seu nome completo e seu apelido (caso tenha um, é claro). A conversa se tornará ainda mais interessante se você compartilhar com a turma as diversas formas pelas quais você é chamado no seu dia-a-dia, considerando contextos variados como a família,
os amigos e/ou os colegas de trabalho. Aproveite a ocasião para comunicar como você gostaria que os alunos lhe chamassem (de maneira formal ou mais carinhosa, pelo apelido etc.).
*Durante a apresentação, alguns alunos podem não se recordar do próprio sobrenome. Não há problema. A falta dessa informação poderá gerar uma lição de casa simples e significativa para eles: a de pesquisar o próprio sobrenome junto aos familiares. Ao final da conversa, escreva seu nome na lousa para que eles conheçam a escrita dele.

O QUE MAIS FAZER?

*Planeje outros momentos de conversação nos quais os alunos também possam falar mais de si e conhecer melhor uns aos outros. Além de representar uma boa situação de convívio, esses momentos favorecerão o desenvolvimento de importantes procedimentos e atitudes relacionados ao ato de expor idéias a um grupo, bem como possibilitarão focar temas como os brinquedos e as brincadeiras preferidos, as cantigas prediletas, as comidas (salgadas ou doces)
mais apreciadas, os programas de TV e/ou livros mais assistidos/lidos, a família (irmãos, parentes etc.), a origem dos nomes deles. Assim, em fevereiro você deverá desenvolver no mínimo seis situações de comunicação oral planejadas previamente, duas por semana. Com base nelas será possível planejar várias atividades de escrita (produção de um cartaz com os nomes das comidas prediletas, uma brincadeira no recreio, momentos de cantoria...).
FONTE: GUIA DE PLANEJAMENTO E ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS (SEESP)
               

sábado, 19 de maio de 2012

A EVOLUÇÃO DA COMUNICAÇÃO




 
Desde o início dos tempos o homem tem usado diversas maneiras de se comunicar e o desenvolvimento dessas tais maneiras ocorreram em paralelo com a evolução da espécie humana. Os mais primitivos comunicavam-se através de grunhidos, rosnados e gestos, logo depois, através da fala e pinturas rupestres. Os sumérios na mesopotâmia criaram em 3000 a.C. a escrita cuneiforme que, por sua vez, influenciou os hieróglifos egípcios e a escrita na Índia. Em 1438, Gutenberg revolucionou a comunicação com a impressão em série. Em seguida, o surgimento do rádio, do cinema e da TV quebrou barreiras e potencializou ainda mais a comunicação.

  
 
Todo esse desenvolvimento não acorreria sem que antes o homem inventasse a Linguagem – conjunto de signos que representam o mundo real quando o homem o decodifica para si (o que é uma forma de conhecer esse mundo), para o outro (na expressão do que deseja transmitir ao outro) e quando decodifica a visão de mundo do outro para si. A transmissão (expressão) de informações de um ser para outro através da linguagem chama-se comunicação.
Sabemos que existem, basicamente, dois tipos de linguagem: a linguagem verbal (oral e /ou escrita) e não verbal.
No século XX, o filósofo suíço, Ferdinand Saussure revolucionou os estudos sobre a linguagem verbal introduzindo explicação pela noção de valor, que só foi compreendida após a compreensão das dicotomias: língua x fala, forma x substância, pertinência, significante, significado e signo, passando a ser considerado o pai da linguística – ciência da linguagem.
A linguagem não verbal – mímica, dança, música, pintura, desenho, escultura, um olhar, uma expressão facial, etc. - também é uma forma de comunicação, como já mencionada anteriormente, e continua contribuindo com a evolução da comunicação na atualidade.



Percebemos isso através do avanço alcançado pela comunidade surda com a oficialização da Língua Brasileira de Sinais (Libras), em abril de 2002 (Lei n. 10.436 de 24 de abril de 2002). Libras utiliza a modalidade gestual-visual é uma mistura da língua de sinais francesa com os sistemas de comunicação já usados pelos surdos das mais diversas localidades brasileiras.
O povo surdo que no passado foi considerado ineducável e incapaz, conquista a possibilidade de uma educação bilíngue que favorece uma melhor relação familiar, social e profissional; uma verdadeira inclusão.
Assim, percebemos a linguagem como fundamental na interação do ser humano com o meio e subsequente formação de vínculos. Permite ao indivíduo estruturar o seu pensamento, traduzir o que sente, expressar o que já conhece e comunicar com os demais. É através da comunicação que conquistamos avanços e transformamos a realidade.